Abraji

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

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                                      Reportagem exibida no RJ TV. Fonte: Site G1


Certeza da impunidade levou Somália a cometer crime

O jogador de futebol Paulo Rogério Reis Silva, o Somália, do Botafogo, foi indiciado por falsa comunicação de crime, suspeito de ter forjado o próprio sequestro, no último dia 5, na Barra da Tijuca. No seu depoimento, Somália contou o seu “drama”: Disse que foi abordado por um homem próximo à sua casa, às 7 da manhã, quando saía para a apresentação da pré-temporada de 2011 do clube, no estádio do Engenhão, em Engenho de Dentro, distante 30 quilômetros. Durante o depoimento, Somália chorou e contou os “detalhes” de como fora assaltado e que o “bandido”, levou seu relógio, dinheiro e cordão de ouro. Ao sair da delegacia, foi direto para o clube, para o "treino". Sua justificativa para o atraso? O papel timbrado da polícia, com o seu depoimento. Após analisar o documento, o treinador, Joel Santana, também conhecido como “papai”, pela forma carinhosa de tratar os jogadores, decretou: Somália não pode ser punido com o atraso! Este homem é uma vítima da violência do Rio de Janeiro! Pobre Somália... Deu azar! Ensaiou sua cena, mas, não contava que experientes policiais haviam desconfiado da sua história, e mais: a delegada Juliana Domingues, da 16ª DP, determinou aos policiais que fosse feita uma rigorosa e rápida investigação. E assim foi. Ao analisarem o circuito interno de TV do prédio onde Somália mora, os policiais comprovaram que o crime havia sido forjado. Descobriram o motivo e solucionaram o caso. O "desrespeitoso" Somália chegou às 4:00 da manhã em casa, depois de uma bela noitada. Deveria se apresentar no clube às 9 horas. Acordou às 8:30 e saiu de casa às 9:07. Chegaria atrasado e seria punido com uma multa de 40% do seu salário, algo em torno de R$ 20 mil. Forjou o assalto e o sequestro. Saiu da delegacia rindo... Quem ri por último, ri melhor! A doutora Juliana e a sua equipe riram por último... Dizem que se Somália for condenado, poderá pegar entre 1 e 6 meses de detenção, pena convertida em serviços à comunidade. Eu não quero saber do Somália na minha comunidade! Espero que o Ministério Público, ao fazer a denúncia, possa usar de sabedoria e aproveitar a ocasião. O momento é agora! O que fez o Somália cometer o crime, não foi a inoperância da polícia, FOI A CERTEZA DA IMPUNIDADE! Isso mesmo! E posso provar o que digo: Qual o criminoso, em sã consciência faria um sequestro no Rio? Todo mundo sabe... Sequestro no Rio é perda de tempo! A Delegacia Anti-Sequestro (DAS), resolveu em 100% os casos de sequestro. Quem se arriscaria? O caso do Somália é assim. Se fosse bandido, não teria sucesso. Chorou, rezou e pensava na filha... A Justiça do Rio de Janeiro terá uma oportunidade única, de condenar este cidadão, que servirá de exemplo, para dizer aos demais mal intencionados: Não tentem fazer a polícia de boba... Vocês sabiam que a falta de respeito do Somália nos custou R$ 3.400? Eu explico: A polícia trabalhou dois dias no caso. Cada policial custa por dia, R$ 116 e a delegada, R$ 400. Os peritos usaram um material importado para conseguir as impressões digitais do “criminoso”, que custa R$ 800. Além disso, houve o cerco ao “meliante”, onde as viaturas "rodaram" por 100 quilômetros, some-se a isso a despesa com o combustível. Durante a entrevista, Somália declarou: “Logo de manhã fui abordado e passei por esse susto. Tudo que eu tinha que falar, disse para a delegada. Chorava, pensava na minha família, mas já está superado. É uma página virada, prefiro não ficar falando muito sobre isso. Agradeço às pessoas que me ligaram, deram incentivo e se importaram comigo neste momento. Só posso retribuir jogando e dando alegrias”. Prefiro a declaração da delegada Juliana Domingues: “Uma pessoa não pode vir à delegacia, mobilizar agentes para um crime que não ocorreu e não ser punida. Ele brincou com o dinheiro do estado. É o imposto que eu e a sociedade pagamos”. E eu concluo com a minha opinião: “Seu juiz, METE O SOMÁLIA NA “CANA” PARA SERVIR DE EXEMPLO!”


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